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quinta-feira, 3 de março de 2011

Deputado denuncia que abuso do exército no Forte Príncipe da Beira suspende aulas

Deputado denuncia que abuso do exército no Forte Príncipe da Beira suspende aulas.

Deputado denuncia que abuso do exército no Forte Príncipe da Beira suspende aulas O deputado estadual Eurípedes Lebrão (PTN) denunciou que a comunidade do distrito de Forte Príncipe da Beira, em Costa Marques, está sofrendo constrangimento e humilhações promovidas pelo comando local do Exército, que restringe a circulação das pessoas, levando à paralisação das aulas na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio General Sampaio.

O impasse começou com a atitude do comandante, que decidiu que toda a área do distrito é patrimônio militar e por isso o Exército está autorizado a exigir identificação e restringir o acesso das pessoas à escola, inclusive.

“A escola sempre funcionou em frente ao Forte e agora, o comando decidiu cercar todo o prédio. Com isso, os alunos, servidores, pais e professores precisam apresentar documentação antes de serem liberados. Todo mundo no distrito se conhece, não precisa disso. Um professor não vai ameaçar a segurança nacional”, disse Lebrão, que já foi soldado do Exército.

Mas, recentemente, foi construída uma cerca, separando as construções do comando militar das residências civis. Ocorre que a escola ficou cercada como área militar e foi colocada uma cancela separando a comunidade da unidade escolar.

Incomodados com os abusos, os moradores e funcionários da Escola se reuniram com o representante de ensino de Costa Marques, Cleacir Longhui, e decidiram paralisar as atividades da escola até que o Exército decida liberar o acesso livremente a todos.

“A solução imediata é que seja liberado o acesso, um espaço livre, sem a exigência de identificação a um militar”, informou o representante de ensino ao deputado Lebrão.

Durante a reunião, o relato de um professor da escola, que se recusou a apresentar seus documentos, foi retirado da sala de aula e escoltado até a sala do comandante, onde recebeu reprimendas que o constrangeram, foi decisivo para a decisão de suspensão das aulas.

“Vivemos em uma democracia e não podemos aceitar abusos. Enquanto não houver uma nova escola, os alunos precisam utilizar o mesmo espaço que sempre utilizaram, sem humilhações e constrangimentos”, completou o deputado Lebrão.
Fonte: Assessoria

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